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Sargento da PM é executado com tiro na cabeça ao sair de lanchonete no Rio
Polícia Civil investiga emboscada; criminosos não levaram nenhum pertence
Sargento da PM é executado com tiro na cabeça ao sair de lanchonete no Rio
Foto do autor Mauro Touguinhó Mauro Touguinhó
Por: Mauro Touguinhó Data da Publicação: 23 de julho de 2025FacebookTwitterInstagram
PM foi baleado quando saia do McDonald’s - Fotos: Reprodução

Um policial militar foi morto com um tiro na cabeça, na tarde desta quarta-feira (23), no estacionamento de uma lanchonete da rede McDonald’s na Avenida Intendente Magalhães, em Vila Valqueire, Zona Oeste do Rio.

A vítima, o terceiro-sargento Túlio de Siqueira Maia, de 41 anos, estava de folga e acompanhado da esposa quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.

Segundo a Polícia Militar, o sargento, que era lotado no 24º BPM (Queimados), na Baixada Fluminense, se preparava para entrar no carro com a companheira e voltar para casa quando foi alvejado. A dupla fugiu sem levar qualquer pertence da vítima, o que fez com que a principal linha de investigação da Polícia Civil seja a de execução.

O crime aconteceu em plena luz do dia, por volta das 14h. Testemunhas disseram à polícia que os criminosos estavam parados em uma moto dentro do estacionamento da lanchonete, como se estivessem aguardando. Assim que Túlio se aproximou do veículo, um dos ocupantes da moto desceu e atirou à queima-roupa na cabeça do policial.

 

Policial estava em companhia com sua esposa no estacionamento do Mc Donalds quando foi alvejado - Foto: Reprodução

 

Desesperada, a esposa da vítima pediu socorro no local. O sargento ainda foi levado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas chegou à unidade em estado gravíssimo e não resistiu aos ferimentos.

Agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) isolaram a área e acionaram a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ficou responsável pela investigação. A perícia foi realizada ainda no fim da tarde, e policiais civis buscam imagens de câmeras de segurança da lanchonete e de estabelecimentos vizinhos que possam ajudar a identificar os autores do crime.

A Polícia Civil ainda tenta entender se os criminosos tinham conhecimento prévio de que a vítima era policial militar. Como nenhum objeto foi subtraído, a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) é tratada como improvável.

 

O sargento da PM Tulio de Siqueira Maia, morto em Valqueire - Foto: Reprodução

 

A DH também trabalha com a possibilidade de que o crime tenha sido motivado por retaliação. Como sargento lotado em Queimados, Túlio atuava em uma região com forte presença de facções criminosas, incluindo milícia, e histórico de confronto armado.

O sargento deixa a esposa e uma filha pequena, que faz aniversário nesta quinta-feira (24). A família está abalada e será ouvida formalmente nos próximos dias, após a liberação do corpo e os trâmites do enterro.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte e informou que o policial estava de folga quando foi atacado. “O militar foi socorrido ao Hospital Carlos Chagas, mas infelizmente não resistiu. A ocorrência está a cargo da Delegacia de Homicídios”, informou a corporação.

Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

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