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A Polícia Civil busca informações que levem à identificação e prisão do homem que matou, a tiros, o sargento da Polícia Militar Fábio Henrique Milione do Amaral, de 49 anos, na noite do último domingo (20), em Maricá. O Disque Denúncia divulgou um cartaz com a campanha “Quem Matou?” e pede a colaboração da população por meio de seus canais de atendimento.
O crime aconteceu por volta das 18h30, dentro de um bar no loteamento Manu Manuela, no bairro São José do Imbassaí. De acordo com a esposa da vítima, que estava com o sargento no momento do ataque, o autor entrou no estabelecimento e saiu após comprar cigarro.
Minutos depois, retornou e efetuou pelo menos três disparos à queima-roupa contra o rosto do policial, sem dizer uma palavra. O sargento chegou a ser socorrido por moradores e levado ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, mas não resistiu.
Milione era lotado no 16º BPM (Olaria), na Zona Norte do Rio, e estava de folga. A arma dele — uma pistola Taurus PT845, calibre .45, com 11 munições intactas — foi recolhida no local do crime. A perícia da Polícia Civil foi acionada e realizou os primeiros levantamentos na cena.
O caso, inicialmente registrado na 82ª DP (Maricá), está agora sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG), que analisa imagens de câmeras de segurança e colhe depoimentos de testemunhas.
A delegada Danielle Peres, titular da especializada, não quis comentar o andamento das investigações. Até o momento, não há indícios de envolvimento de facção criminosa, mas o autor do homicídio segue foragido. A esposa da vítima prestou depoimento formal à polícia, que tenta traçar o perfil do criminoso.
Esta não foi a primeira vez que o sargento Milione foi alvo de atentado no mesmo bairro. Em maio de 2019, ele foi baleado na perna por dois homens armados em uma moto Honda Biz vermelha enquanto comprava pão em uma padaria. Na época, estava lotado no 12º BPM (Niterói) e sobreviveu após ser levado ao Hospital Conde Modesto Leal.
A reincidência da violência contra o policial no mesmo local chama atenção das autoridades, mas ainda não há confirmação de relação entre os episódios.
Informações que possam ajudar a identificar e localizar o responsável podem ser enviadas, com garantia de anonimato, ao Disque Denúncia: pelos telefones (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177; pelo WhatsApp (21) 2253-1177; ou pelo aplicativo “Disque Denúncia RJ”.