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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira, 02, a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jeseus, o Léo Índio, réu por envolvimento nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A medida atende a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Léo é sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora não estivesse proibido de deixar o país, Léo teve os seus passaportes cancelados. Contudo, na semana passada, ele informou, em suas redes sociais, que está há quase um mês na Argentina, com uma renovação que precisa ser renovada há cada três meses. Ele declara ter receio de ser preso quando for renovar o documento.
No seu pedido, Gonet afirmou que “ao evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa à prisão, a evidenciar sua insuficiência, o descaso com a aplicação da lei penal e desrespeito às decisões emanadas pelo Supremo Tribunal Federal".
Na decisão, Moraes afirmou que Léo Índio fugiu deliberadamente do país. "O réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul", escreveu.
O ministro apontou que o objetivo de fuga foi confirmado pelo documento de permanência provisória apresentado pela defesa que demonstra a autorização para permanecer na Argentina até junho de 2025.
No último dia 27, o STF negou um recurso da defesa de Léo e manteve a decisão de abrir uma ação penal contra ele pela participação nos atos de vandalismo.
Com Agência Brasil