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Operação do MPRJ investiga ex-deputado Paulo Melo
Gaeco investiga a atuação de uma quadrilha envolvida na exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro
Operação do MPRJ investiga ex-deputado Paulo Melo
Foto do autor Pedro Menezes Pedro Menezes
Por: Pedro Menezes Data da Publicação: 25 de julho de 2025FacebookTwitterInstagram
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), realizou, nesta sexta-feira (25), a Operação Sete da Sorte para apurar a atuação de uma quadrilha envolvida na exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro em Saquarema, na Região dos Lagos.

A ação teve como alvos seis endereços ligados a suspeitos, incluindo um ex-deputado estadual e um empresário do setor de bares. Um dos principais investigados é o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo, que já exerceu sete mandatos como deputado estadual e foi governador interino do estado.

Segundo as investigações, a quadrilha usava estabelecimentos comerciais, especialmente bares, para instalar máquinas caça-níqueis. O grupo também é suspeito de movimentar recursos financeiros com o objetivo de esconder a origem ilegal do dinheiro, prática conhecida como lavagem de dinheiro.

A apuração teve início após uma denúncia que apontava a participação direta de um político influente da região no arrendamento de equipamentos de jogo para uso em sua própria rede de estabelecimentos. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara de Organização Criminosa da Capital.

Durante a operação, os agentes buscavam principalmente documentos e aparelhos eletrônicos que possam ajudar a esclarecer o esquema.

Trajetória política de Paulo Melo

Natural de Saquarema, Paulo César Melo de Sá, de 67 anos, iniciou sua carreira política como vereador no município. Ele foi deputado estadual por sete mandatos consecutivos e presidiu a Alerj em duas ocasiões, de 2011 a 2015. Em sua última eleição, em 2014, obteve mais de 125 mil votos. Em abril de 2015, apoiou a indicação de Domingos Brazão para o Tribunal de Contas do Estado.

Resposta de Paulo Melo

Em reposta, o político afirmou que foi “surpreendido com o Ministério Público”. Confira trechos da nota:

“Nem sabia do que se tratava. Vendo os noticiários, tomei conhecimento de que se tratava de um processo de caça-níquel. Tenho mais de 35 anos de vida pública, nunca tive qualquer contato, jamais tive qualquer aproximação com qualquer pessoa que trabalha e que explora essa área. Tomando conhecimento de todo ocorrido, pude observar que dentre as pessoas que tiveram outras buscas, um foi candidato a vereador do lado do meu maior adversário político de Saquarema, e que usou toda a estrutura a favor de sua campanha.

É lamentável que tentem me ligar a quem tem responsabilidade e que não é do meu grupo político. É lamentável que o Ministério Público, sem apurar nada, se preste a esse papel. Confio plenamente na lisura do Ministério Público e estou a disposição da justiça para qualquer tipo de esclarecimento.”
 

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