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Apesar das mensagens alarmistas que circularam nas redes sociais sobre um suposto toque de recolher ordenado por traficantes no Centro de Niterói, comerciantes e funcionários relataram que o funcionamento dos estabelecimentos seguiu normalmente. Na manhã desta terça-feira (1º), A TRIBUNA percorreu a região e conversou com trabalhadores, que afirmaram não ter sido afetados pelo boato.
Carla, funcionária de uma lanchonete na Rua Quinze de Novembro disse que sequer havia tomado conhecimento da suposta ordem de recolhimento. "Fiquei sabendo disso só hoje, mas ontem funcionamos normalmente, não fechamos nada", afirmou.
Na Rua Aurelino Leal, uma funcionária de um pet shop que não se identificou, também relatou que a rotina seguiu sem alterações. "A pet shop funcionou no horário normal, abrimos e fechamos como sempre, às 19h, uma hora depois desse toque de recolher", disse.
Por fim, o proprietário de uma perfumaria em frente à Praça do Rink também confirmou que não houve impacto no funcionamento do comércio.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL) também se manifestou sobre o assunto. Em nota, a entidade informou que o alarde gerado pelas mensagens falsas não teve efeito e que o comércio em toda a região central funcionou normalmente.
Na noite de segunda-feira (31), o comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Leonardo de Oliveira, já havia negado a existência do toque de recolher. Segundo ele, as mensagens divulgadas em redes sociais sobre uma suposta guerra entre facções no Morro do Estado eram fake news. As informações falsas indicavam que traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) teriam invadido a comunidade, dominada pelo Comando Vermelho (CV), e determinavam que os moradores se recolhessem até às 18h de segunda-feira.
O comandante reforçou que a situação no local segue sob monitoramento da Polícia Militar e que não houve necessidade de reforço no policiamento. "Seguimos com o trabalho diário de patrulhamento na região", declarou o oficial.