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PM suspeito de ataque a bicheiro Vinicius Drumond se entrega à polícia
Outros dois investigados seguem foragidos. Ataque na Barra foi meticulosamente planejado e executado por grupo armado com fuzis
PM suspeito de ataque a bicheiro Vinicius Drumond se entrega à polícia
Foto do autor A Tribuna A Tribuna
Por: A Tribuna Data da Publicação: 21 de julho de 2025FacebookTwitterInstagram
Policial militar Luiz César Cunha era procurado pela Polícia Civil - Foto: Disque Denúncia

O policial militar Luiz César Cunha, suspeito de envolvimento no atentado a tiros contra o bicheiro Vinicius Pereira Drumond, ocorrido no último dia 11, se entregou nesta segunda-feira (21) na 22ª DP (Penha). Ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na Barra da Tijuca, e interrogado pelos investigadores.

Contra Cunha há um mandado de prisão preventiva expedido com base nas investigações da DHC. Outros dois homens — Adriano de Carvalho e Rafael Ferreira da Silva, conhecido como "Cachoeira" — também são acusados de envolvimento no atentado e seguem foragidos.

No domingo (20), o Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que levem à localização dos três suspeitos. As denúncias podem ser feitas de forma anônima por telefone, WhatsApp ou aplicativo.

 

Ataque com fuzis na principal avenida da Barra

Vinicius Drumond foi alvo de um ataque violento por volta das 11h, na Avenida das Américas, próximo à Estação Ricardo Marinho do BRT. Ele deixava uma academia quando teve o carro, um Porsche blindado, metralhado por criminosos armados com fuzis.

 

 

Apesar de mais de 30 disparos terem atingido o veículo, Drumond sofreu apenas ferimentos leves, graças à blindagem reforçada. Imagens de câmeras de segurança mostraram a movimentação do grupo dias antes do atentado. Em 9 de julho, Deivyd Bruno Nogueira Vieira, o "Piloto" — ex-policial militar expulso da corporação — foi flagrado nas imediações monitorando a rotina da vítima.

Segundo a investigação, os criminosos partiram de Duque de Caxias e percorreram cerca de 40 km até o local do ataque. Após o atentado, os carros envolvidos seguiram caminhos distintos: um foi encontrado abandonado em Guaratiba, com um dos pneus estourado; o outro foi até Nova Iguaçu, onde os autores teriam sido resgatados por comparsas da organização criminosa.

 

Prisão de ex-PM e conexões com outros crimes

Piloto, de 38 anos, foi preso no sábado (19) em Nova Iguaçu. Ele já havia sido expulso da Polícia Militar após ser condenado por receptação de veículos roubados e tráfico de drogas. No momento da prisão, ele portava uma pistola 9 mm sem autorização e foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de uso restrito.

Piloto e Cachoeira também são investigados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo, executado no Centro do Rio em fevereiro de 2024. Ambos fariam parte de uma organização criminosa atuante em Duque de Caxias, com ramificações em diferentes pontos do estado.

 

O ex-PM Deivyd Bruno Nogueira Vieira, o Piloto, foi preso - Foto: Reprodução

 

A DHC segue ouvindo testemunhas e analisando registros de câmeras de segurança para identificar todos os envolvidos. A expectativa é que o interrogatório de Luiz César Cunha, agora sob custódia, ajude a esclarecer a participação de cada membro do grupo.

 

Como denunciar

O Disque Denúncia pede que informações sobre os foragidos sejam repassadas pelos seguintes canais:

  • Central de atendimento: (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177
  • WhatsApp (anonimizado): (21) 2253-1177
  • Aplicativo: Disque Denúncia RJ
  • O anonimato é garantido.
     
Cartaz do Disque Denúncia com o preso e os dois foragidos

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