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Expectativa de crescimento da economia cai mais uma vez
Previsão está no Boletim Focus desta segunda-feira (31)
Expectativa de crescimento da economia cai mais uma vez
Foto do autor João Eduardo Dutra João Eduardo Dutra
Por: João Eduardo Dutra Data da Publicação: 31 de março de 2025FacebookTwitterInstagram
FOTO: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Pela terceira semana seguida, a previsão de crescimento da economia brasileira caiu, segundo o Boletim Focus. A pesquisa realizada semanalmente pelo Banco Central foi divulgada nesta segunda-feira (31), com as expectativas das instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.

Na análise desta semana, a estimativa para o crescimento da economia em 2025 caiu de 1,98% para 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Vale destacar que, em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

Já a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado a inflação oficial do país, para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente.

A estimativa para 2025 segue acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

O principal instrumento para alcançar a meta da inflação é a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Até o fim deste ano, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Além disso, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,92 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 6.

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